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terça-feira, 25 de junho de 2013

Fotos que marcaram a História

O registro Fotográfico talvez seja o mais real, desde que não seja manipulado ao ser publicado.

Existem fotos que marcaram a História e é bem interessante levá-las para a sala de aula.

Estas aqui foram encontradas no site Minilua , onde além de Entretenimento de qualidade, podemos encontrar artigos curiosos, reflexivos e muito atraentes para a gurizada (e para o professor também).

Abaixo, John Lennon e Che Guevara tocando Raul (segundo relato do site):


Abaixo, “Jovem estende uma flor contra as baionetas em frente do Pentágono, durante protesto contra a guerra do Vietnã. Washington, EUA, 1967”:


Esta abaixo, para mim é a mais forte: “No fim da guerra a garota que, perturbada, perdeu a família toda, desenha sua casa no quadro negro”.

 
 
Por último e não menos importante, Elvis Presley e Mohammed Ali "brincando".


No Minilua, também postaram um vídeo, disponível no Youtube, onde há uma compilação de 60 fotos que marcaram a História e perguntaram: "já imaginou se uma foto que você tirou se tornasse famosa ao redor do mundo?". Faça esta mesma pergunta aos seus alunos e os estimule a registrar a História. Sentindo-se fazendo parte de uma forma mais concreta dela, com certeza eles aprenderão muito mais.

Aliás: um desafio: será que seus alunos conseguem identificar cada foto que aparece no vídeo? Lá vai ele, para ser assistido:


Ah, e não esqueça: a internet, por mais "leviana" que possa parecer, é um mar de informação, e se bem direcionada dá um bom objeto de observação e reflexão. Interaja, pesquise, esteja presente nesta ferramenta, ela é preciosa... e dê uma boa olhada no site Minilua , ele é muito útil!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

NOTA DA ANPUH-BR SOBRE OS MOVIMENTOS REIVINDICATÓRIOS

NOTA DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA (ANPUH-BRASIL) SOBRE OS MOVIMENTOS REIVINDICATÓRIOS QUE TOMARAM AS RUAS DE DIVERSAS CIDADES BRASILEIRAS NAS ÚLTIMAS SEMANAS

Ao longo da História, movimentos massivos foram, seguidamente, responsáveis por profundas transformações sociais, pela ampliação dos espaços de cidadania, pela emergência ou fortalecimento de direitos sociais e políticos, pela construção de sociedades mais igualitárias, justas e democráticas. Basta lembrarmos-nos das revoluções sociais dos séculos XIX e XX, como a Francesa e a Russa, que não obstante seus descaminhos posteriores, iniciaram com multidões nas ruas exigindo melhores condições de vida e trabalho, e procurando por fim à opressão política e à exploração econômica. Muitos destes movimentos foram violentamente reprimidos, mas deixaram como herança programas, ideais e projetos de emancipação. Para ficarmos no caso da história brasileira recente, citamos os casos dos movimentos de 68 contra a ditadura civil-militar instalada em 1964, e aqueles que clamavam por Diretas Já no início da década de 80, os quais, diga-se de passagem, foram ou criminalizados ou simplesmente ignorados pelos grandes veículos de comunicação.

Não obstante, muitos movimentos de massa seguiram outros caminhos e tiveram outros resultados. Alguns impulsionaram e serviram de base a movimentos totalitários ou autoritários, como o nazismo, o fascismo e as ditaduras de segurança nacional na América Latina, inclusive no Brasil, seguidamente em nome da moralização da vida política, da oposição aos partidos constituídos, da luta contra a corrupção e a inflação.

Sabemos que a história não se repete e que cada época, apesar de catalisar antigas tradições e processos de longa duração, tem a sua originalidade. Os movimentos que irromperam nas ruas das grandes cidades brasileiras nas últimas semanas guardam a marca da sua época: organizam-se a partir de redes sociais, englobam grupos e projetos muito diversos, conectam-se entre si e com outros congêneres tanto no plano nacional quanto internacional. Suas práticas e reivindicações provocam espanto e não se pode prever o seu desfecho.

A ANPUH-Brasil confia que o efeito destas mobilizações será benéfico para toda a sociedade, em especial para os setores mais despossuídos, possibilitando uma apropriação mais igualitária dos serviços públicos, uma maior politização da juventude, uma gestão menos privatista das cidades e um diálogo mais direto entre sociedade civil e governantes. Por outro lado, repudia a violência contra o patrimônio público e a integridade física e moral de qualquer cidadão; as posturas que atentam contra o Estado democrático de direito e seus instrumentos, como o Parlamento e os partidos políticos; os projetos que, em nome de certo moralismo, põem em xeque o valor da democracia participativa; e a postura dos grandes veículos de comunicação que criminalizam os movimentos sociais ou tentam instrumentalizá-los em prol de projetos conservadores.

Não menos importante, a ANPUH-BRASIL solidariza-se com estudantes e trabalhadores que em nome do direito de frequentar a praça que é do povo e fazer dela espaço de expressão de seus anseios, foram reprimidos pelas forças públicas que, ao contrário, têm a obrigação de protegê-los. Foi desta forma que se construiu a democracia. Na rua, à moda plebeia.

Que esses movimentos possam retomar e radicalizar a antiga, mas não inatual, bandeira dos revolucionários de 1789: “Igualdade, liberdade e fraternidade”!


ANPUH - BRASIL

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Como surgiu a Maquiagem?



Os mais antigos indícios achados por arqueólogos datam do Egito Antigo, por volta de 3000 antes de Cristo. "Considerada uma arte pela civilização egípcia, a maquiagem se originou com o kohl", afirma a físico-química Inês Joeques, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O kohl é um pigmento preto ainda hoje usado como sombra - isto é, para sublinhar o contorno dos olhos e escurecer cílios e sobrancelhas. Esse e outros antepassados da maquiagem também seriam desenvolvidos milênios mais tarde na Europa, tanto na Grécia como na Roma antigas, onde embelezavam não apenas as mulheres, mas igualmente os homens. Após a queda do Império Romano (no século V d.C.), porém, o uso desses produtos foi praticamente abandonado na maior parte do continente europeu e, durante toda a Idade Média, o pensamento religioso falou mais alto que a vaidade. A maquiagem só ressurgiria com força a partir do século XV, quando a Itália e a França se tornaram os principais fabricantes de produtos de beleza.
Nessa época, o uso de maquiagem era privilégio de reis, cortesãos e aristocratas, que apreciavam principalmente o pó-de-arroz e pomadas coloridas que serviam para pintar os lábios. Somente no século XVIII é que tais artefatos começaram a se popularizar, mesmo não sendo bem aceitos em todos os países. Na Inglaterra, por exemplo, mulheres mais conservadoras evitavam usá-los por considerá-los vulgares e associá-los a costumes pouco respeitáveis. Esse preconceito inglês - compartilhado também pelos americanos - só acabaria no início da década de 1920, que deu o impulso que faltava para a maquiagem se transformar em mania mundial.

Vaidade ancestral Três dos principais produtos de beleza já existiam na Antiguidade Sombra
A mais antiga das maquiagens era usada pelos egípcios milênios antes de Cristo, conhecida como kohl. Fragmentos desse pó escuro - uma mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas -, que servia para realçar os olhos, foram encontrados em vasos nas tumbas de Menes, faraó da primeira dinastia egípcia, de cerca de 3000 a.C.
Rouge
Pode ter sido na Grécia Antiga que surgiu o primeiro antepassado do rouge. Segundo relatos do dramaturgo Aristófanes, na Atenas do século V a.C. as mulheres já utilizavam matérias-primas como gordura e tinta vermelha para produzir esse tipo de efeito corado nas faces. A tintura era obtida de raízes vegetais
Batom
Também na Roma Antiga, as mulheres misturavam ingredientes como papa de cevada, chifre de veado moído, mel e salitre para produzir pastas à base de gordura que eram aplicadas nos lábios, como um batom primitivo. Mas, nessa época, isso servia mais para proteger os lábios do ressecamento do que para embelezá-los
Cores naturais Minérios, argila e fuligem davam os tons da maquiagem primitiva Vermelho
Na Antiguidade, maquiagens com esse tom continham óxido de ferro, tirado de rochas moídas
Preto
A cor vinha de compostos contendo elementos básicos, como carvão, cinzas e fuligem
Verde
Era obtido a partir de um minério de cobre chamado malaquita, que tem coloração esverdeada
Amarelo e ocre
A principal matéria-prima usada para produzir esses tons era a argila

Fonte: Mundo Estranho